
Sinto ser portador de más notícias ao DJs e pessoas amantes do CD, mas ele está com os dias contatos.
A limitação do CD nunca foi divulgada, mas agora ela é aparente diante da grande enxurrada de tecnologia que invade o mercado musical.
Está acontecendo quase a mesma coisa que aconteceu com a fita cassete na década de 90 e ela foi engolida pela evolução.
Ao contrário do que muitos pensavam, inclusive eu, o CD também está sendo engolido e a época de vacas gordas que muitas empresas passaram, agora começa a se tornar um incógnita e muitas correm atrás do que as concorrentes já fazem.
As maiores feiras de tecnologia em áudio que aconteceram até agora no mundo, a NAMM 2010 e a Musikmesse 2010, foram quase totalmente focadas em dados, deixando de lado as mídias físicas.
Dezenas de controladoras oferecem recursos quase que ilimitados, inclusive manipulando áudio e vídeo no mesmo sistema, ao mesmo tempo, mas por valores cerca de 60% abaixo dos valores do conjunto de tocadores de CDs e mixer.
Todos pensavam que os vinis acabariam, muitas empresas que faziam vinis fecharam, mas a Serato, mais conhecida entre todas, foi na contra-mão do mercado e lançou o sistema quase perfeito de manipulação de dados por vinil que revolucionou o áudio e mostrou um caminho de incríveis possibilidades para outras empresas.
Logo após vieram a Behringer, Numark e a supresa correndo por fora, M-Audio com seu Torq Exponent.
O sistema de dados é infinitamente superior à mídia física, começando pelo fato que uma controladora com placa de áudio possui uma qualidade de áudio em 24 bits, equivalente ao DVD e um CD só chega à 16 bits.
Mas e o fato da, gigante e queridinha dos brasileiros, Pioneer ter lançado os CDJs 350, 900 e 2000 apostando no mercado de CDs ignorando em partes as controladoras ?
Eu digo que a Pioneer está desesperada com o fato "dados", tirando de fabricação o CDJ 1000 para colocar aparelhos mais modernos, compactos e de melhores aparências visuais, que manipulam os dados em pen drives e se conectam com softwares controladores. Isso é um tiro no pé, já que os aparelhos são caríssimos e ainda não possuem placas de áudio integradas de 24 bits.
Outro lado negativo dos CDs são os valores cobrados que são embutidos uma série de taxas, tributos e direitos que os dados não possuem, tornando tudo mais fácil e vantajoso para o consumidor.
Essa parte burocrática e financeira do CD está obrigando as gravadoras à reverem seus planos de ganhos e adotar medidas drásticas baixando muito os valores das mídias físicas. Mesmo assim, muitas estão quebrando e não vale mais a pena vender CDs, somente ter propriedade dos direitos autorais.
A Expo Music deste ano no Brasil deve ser também cerca de 50% voltada para dados, um número abaixo das outras feiras devido ao nosso atraso em receber novidades, mas que reflete a evolução da música no Brasil.
A desvantagem do CD é imensa em todos os lados, mas os menos informados ainda gastam fortunas com aparelhos que são mais aparência do que usuais, em comparação, o valor de um só CDJ 400 corresponde ao de uma boa controladora com efeitos, já com mixer embutido e software.
Então se você ainda tem seus tocadores de CDs, fitas cassetes e coisas do gênero, trate de passá-los para outras pessoas, porque daqui à algum tempo você só poderá doá-los e ainda assim, procurando muito por instiuições que queiram.
O sistema de dados está em todos os lugares, é uma realidade e as empresas que manipulam dados evoluirão cada vez mais e aos poucos serão cada vez mais competitivas, barateando custos e dando mais acessibilidade para todos.
Logo os CDs servirão como peso de papel e prendedor de porta, contrariando oque muitos pensavam.
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